Freguesia de Ourentã - Cantanhede
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Matias de Carvalho e Vasconcelos

Matias de Carvalho e Vasconcelos nasceu em Ourentã, concelho de Cantanhede, a 22 de Outubro de 1832, e veio a falecer em Florença, a 3 de Dezembro de 1910. Era filho de um lavrador abastado, Matias de carvalho Mendes Coutinho de Vasconcelos. Frequentou a universidade de Coimbra, onde, depois de concluir a formatura em Matemática, se doutorou em Filosofia, em 23 de Julho de 1854, sendo pouco depois nomeado lente da sua faculdade. Em 1859, foi encarregado de uma comissão científica em países estrangeiros por ordem do Governo. Filiado no Partido Progressista, foi eleito deputado em v[árias legislaturas e, enquanto tal manifestou sempre , na discussão de questões cruciais, profundos conhecimentos da área financeira, que ditaram a sua nomeação, em 5 de Março de 1865, para o cargo de ministro dos Negócios da Fazenda do Governo chefiado pelo duque de Laoulé que exerceu até 17 de Abril de 1865. Após essa breve passagem pelo governo, foi nomeado director da casa da Moeda, cargo em que se tornou notório pelas reformas que levou a cabo na instituição, tanto na cunhagem de moeda como na fabrica das estampilhas do imposto de selo, que se encontravam desorganizados.
Deixou a direcção da casa da Moeda para iniciar a carreira diplomática, na qual se estreou com a nomeação de enviado extraordinário e ministro plenipotenciário de Portugal no Rio de Janeiro. Elevado, entretanto, á dignidade de par do Reino, de que tomou posse na respectiva câmara na sessão de 3 de Fevereiro de 1880, seria forçado a abandonar o Brasil, devido a problemas de saúde: Dá-se, então, a sua recondução para a alegação de Roma, junto do Governo de Itália, permanecendo ai até 1894, ano que foi transferido para Berlim. Uma vez mais, a saúde não lhe permitiu uma estada longa na Alemanha, pelo que regressou a Itália.
Deixou a missão diplomática na Itália para integrar o Ministério que, entretanto, se formava em Portugal, sob a presidência de José Luciano de Castro, sendo encarregado da pasta dos Negócios estrangeiros entre 10 de Março a 9 de Novembro de 1897. Quando saiu do Ministério, regressou a Roma na qualidade de ministro de Portugal, onde participou, como delegado diplomático, no Congresso de 1905, mantendo-se no referido cargo até à proclamação da Republica Portuguesa. Autor de vários escritos de índole científica e financeira, era ainda, conselheiro comendador da Ordem de Cristo e sócio correspondente da Academia Real das ciências de Lisboa.
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