Freguesia de Ourentã - Cantanhede
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FREI MANUEL DOS SANTOS

Talvez o vulto com maior relevancia na historia desta freguesia. Poderá, contudo, existir pois muito recentemente este era desconhecido dos ourentanenses, mesmo dos filhos mais letrados.
Foi o P. e Manuel António Marques que, no jornal Boa nova de que ainda hoje é Director, nos revelou pela primeira vez, após acidentalmente o saber pelo Dr. Mário de Vasconcelos, dos Covões.
Conforme atrás ficou dito, nascei Frei Manuel dos Santos em Ourentã, filho de Sebastião Jorge Pena e de Maria Pereira, abastados proprietários, e foi baptizado em 8 de Novembro de 1672. Entrou solenemente no Real Convento de Santa Maria de Alcobaça em 18 de Março de 1686 pela mão de seu Geral, Frei Luis de Faria. Tão Bom S. Bernardo, em Coimbra, e mais tarde de Teologia e Moral no Convento de Santa Maria o Douro, no bispado de Lamego. Regressado ao Convento de Alcobaça, pelo seu apego à Historia Eclesiástica e Secular, dedicou-se à investigação histórica no arquivo do Convento, que era o mais importante do pais.
O seu desvelo e o fruto das suas investigações levaram-no a ser eleito cronista da sua Congregação Cisterciense e Beneditina em 1710.
Quando D. João V necessitou de nomear novo Cronista-Mor para o seu Reinado, foi ele o indigitado e nomeado. Alto cargo de um ourentanense ainda há pouco aqui completamente ignorado pelos seus conterrâneos!
Frei Manuel dos Santos foi, pois, eleito e nomeado Cronista-Mor do Reino de Portugal a 6 de Fevereiro de 1726, além de Acadêmico supranumerário da Academia Real de Historia Portuguesa.
- Alcobaça Ilustrada, Lisboa 1710. Dá as noticias sobre o seu Convento e seus ilustres monges. A segunda parte desta foi mais tarde continuada por Frei Fortunato de S. Boaventura.

- Alcobaça Vindicada, resposta ao P. e Francisco de Santa Maria. Lisboa 1714.

- Anáçysis Beneditina, Madrid, 1732, onde defende documentalmente e por outras razões a angusta Oedem de S. Bento.

- Como Cronista-Mor vai continuar a obra Monarquia Lusitana, começada em 1597 por Frei Bernardo Brito. Escreveu a 8ª, a 9ª e 10ª partes tendo sido publicada apenas a 8ª em Lisboa, na Oficina de Musica, em 1729. As outras duas partes continuam manuscritas. Tratam da Historia e Portugal, de D. Fernando até à morte de D. João I. Reformulou a parte VII escrita por Frei Rafael de Jesus, Beneditino, outro Cronista Mor, e que narra a História dos Reis D. Afonso IV e D. Pedro.

- Historia Sebástica, dedicada à vida e reinado de D. Sebastião.
Faleceu em 29 de Abril de 1740, com 68 anos de idade, tendo sido sepultado no convento onde viveu e estudou.

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