Freguesia de Ourentã - Cantanhede
  

Igreja Matriz de Ourentã

A primeira referencia à existência da igreja de Ourentã remota a 1532 e é-nos revelada pelo Doutor Nelson Correia Borges na Revista do G.A.A.C., munda, atrás já apontada: naquele ano “o Cabido da Sé mandou pagar a Diogo da Horta 450 reais pela pintura da imagem da Nossa Senhora, provavelmente a que agora se encontra à esquerda do altar-mor.
Onde se situaria? No local onde se encontra a actual? Noutro? A que se destinaria as casa, pardieiros com seus currais que o Cabido da Cidade de Coimbra comprou em 1565 a Jerónimo Álvares e Leonor Pires?
Não esquecer que junto a igreja ainda há apelido Pires. Apenas uma vaga hipótese, até porque esta compra é posterior. Contudo, documento de 1755 sobre o estado, das igrejas do Arsedigo do Vouga registra: “a Igrª. desta Fregª. esta feita de novo”.
Na parte baixa? No local da capela de Nª. Sª. de Nazaré por certo que não, pois ninguém se lembra da descoberta de quaisquer ossadas a sua volta, embora nos últimos anos houvesse escavações junto algumas profundas, na implantação de manilhas para dreno das águas pluviais. Apareceram, sim algumas, dizem, a uns cem metros a nordeste, além do largo a que hoje resolveram chamar da Polónia.
 Ainda antes da construção da nova e no período em que estiveram ao serviço na Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Ourentã os Ver.ºs P.es Manuel Dinis de Melo, Manuel Marques, Francisco Gomes da Silva, Manuel (?) de Brito Serra, Hipólito Dias e João Marques entre 1716 e 1765, - a actual foi construída no tempo do penúltimo – fez o Cabido uma despesa de 4280 reais em consertos de Missais e fornecimento de cordões, de linha âmbulas, maçanetas, amistas, camisas, etc... Isto até 1782. Ainda a mesma fonte assistimos ao “vestir” da nova igreja e seu cura. Foi lançada no Livro a 25 de Novembro de 1756 uma longa lista de que destaco: oito varas e meia de pano para alva, meia dúzia de sanguinhos, amito, terças de pano vestimenta, vinte e cinco varas de galão largo, cordão de alva, feitios, etc., etc., tudo somando 25$982 reais.
Seguem-se alguns dados bibliográfico sobre o templo que merece, não pela grandeza nem pela beleza arquitectónica, mas sim pelo lugar altaneiro em que assenta, quiçá o melhor situado e mais visível no concelho de Cantanhede, um lugar de destaque.
Prof.s Doutores Virgílio Correia e Pe. A. Nogueira Gonçalves:
 “Igreja Paroquial – Dedicada a Nossa Senhora da Conceição Construção severa da primeira metade do séc. XVIII, com portal de frontal interrompido e edícula aonde se encontra uma escultura gótica. Torre de forte cornija arquitravada, gárgulas e remate piramidal. Sinos do século XIX.
Altar-mor e colaterais do sec. XVIII, aquele de quatro colunas.
Nas colunas anotamos:
- Virgem com o Menino, na edícula da porta, do séc., XV, em calcário.
- Virgem com um Menino, no altar-mor, tendo à esquerda e na mão direita uma romã, do sec. XV.
- Santa Luzia (A. 0,45) do séc. XV.
- Existem diversas alfaias, das quais destacamos:
- Cruz processional, de prata branca, braços cilíndricos, nó globular, superfície ornadas, de 0,70 de alto, do séc. XVII.
- Custodia de prata do séc. XVIII, marcada pelo contraste do Porto e pelo ourives LS, de A. 0,61.
- Turíbulo e naveta de prata branca, do fim do séc. XVIII, com o contraste do Porto e a punção do ourives MG.
- Um prato de cobre, flamengo (d.0,39), com um pelicano central.”






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